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PAPO DE
JOVEM A violência juvenil, nos últimos anos, tem crescido de forma assustadora no Brasil e no mundo. Segundo os últimos dados divulgados pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação), mais de 24 mil jovens, de 15 a 24 anos, morreram no nosso país em 1996. Destes, 97% por homicídios. A UNESCO revela ainda que o Brasil é o terceiro país no mundo em quantidade de homicídios e outras violências. Nos Estados Unidos, recente pesquisa revelou que um em cada 12 escolares é ameaçado ou ferido com arma de fogo. No resto do mundo, instituições debatem o crescente e assustador quadro de criminalidade juvenil. "Essas pesquisas e estudos mostram que a violência entre jovens é um problema dramático, que precisa ser compreendido e enfrentado com políticas específicas para atender às necessidades dos jovens", disse o representante da UNESCO no Brasil, Jorge Werthein. Após dados tão negativos, perguntamos: Qual é o porquê de tanta violência entre os jovens? Segundo o livro Advertência assassina, feito pelos maiores estudiosos americanos de violência de adolescentes, não há uma resposta simples à pergunta. Entretanto, o livro explica que o potencial para a violência é perceptível. Alterações de comportamento diariamente, uso de drogas, fascinação por armas, baixa auto-estima, desempenho escolar pobre, problemas na infância ou na educação familiar são alguns itens que podem caracterizar o potencial violento numa pessoa. A educadora carioca Tânia Zagury, mestra em educação e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aponta a educação familiar como o ponto chave para a violência dos jovens. "Os jovens estão mal orientados. Os pais não estabelecem limites para os filhos que crescem superprotegidos", disse, em março, à revista Veja. A APA
(Associação Psicológica Americana),
associação que mais representa a psicologia
nos Estados Unidos, diz que a raiz da atitude agressiva
está no controle dos sentimentos. Segundo
especialistas da associação, o sentimento da
raiva é algo que pode ser mudado no indivíduo.
Ter a preocupação de não ferir os
outros é o primeiro passo. O segundo é, ao
perceber o potencial violento, procurar ajuda de um adulto
ou de um profissional da área de saúde. |
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