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Igreja
Respondo com a VIDA!
Proponho
uma coleção dos mais comuns argumentos usados na polêmica do aborto. O objetivo
é provocar sua meditação pessoal e abastecê-lo com possíveis respostas para o
caso de você ter que dar as razões de sua fé como testemunho católico nalguma
discussão.
- “O corpo é meu. Faço dele o que
eu quiser”.
– Se você quiser fazer aborto porque o
corpo é seu, problema seu. Mas o feto não é seu corpo, apenas está no seu corpo
por um tempo. Então sai, porque tem vida própria.
- “Eu sou a dona dos órgãos do meu corpo”.
– Se o feto fosse um órgão do corpo,
teria uma função como os demais órgãos. O que ele teria no seu corpo? Por que só
para 9 meses? Continuaria saindo aos 9 meses?
- “É meu direito abortar uma gravidez indesejada”.
- O direito da mulher é de exigir
políticas públicas do Estado que lhe ofereçam condições próprias para exercer
sua missão natural de gerar a vida, ser mãe e reproduzir a espécie humana.
- “Só eu decido sobre as partes do meu corpo”.
- O feto não é parte de seu corpo, é
outro corpo.
- “É preciso ouvir as mulheres”.
- Também, e principalmente as que já
abortaram alguma vez.
- “O aborto não é questão de religião, é de saúde pública”.
- O problema de saúde pública não se
resolve matando fetos, mas desenvolvendo programas de saúde da mulher. Isso é
questão de saúde pública.
- “Os filhos indesejados
poderão tornar-se, no futuro, um problema de segurança pública.
-Problema de segurança pública é matar
o feto. Porque o feto é vítima da decisão de outros. O feto é atacado
covardemente e cruelmente, porque é vítima indefesa, isto é, não tem como
defender-se. Ademais, se virar moda o aborto, vai-se aumentar o costume matar
também todos os demais que incomodam por algum motivo.
- “Por que a Igreja é contra o aborto?”
– Porque ela é a favor da vida.
- “Não existe vida no feto, ao menos até o quarto mês”.
- A palavra aborto significa impedir a
vida. O abortista diz que “não existe vida no feto”. Então, terá que inventar
outro nome e mudar o dicionário para evitar contradição com o significado de
aborto.
-“Religião não tem que opinar na questão do aborto. Porque ninguém sabe quando
começa de fato a vida”.
- A Bíblia mostra que no momento em que
Deus soprou o Espírito, o barro tornou-se um ser vivente. A Bíblia ensina que há
uma ação direta e instantânea de Deus no exato momento do início da vida.
- “Mas a ciência descarta a teoria de o homem ter sido feito de barro”.
- Concordo! Porque a Bíblia não discute
a maneira como foi feito nem de que material foi feito o homem. A Bíblia afirma
que no momento em que Deus agiu diretamente o homem passou a viver.
- Muitos cientistas não aceitam o início da vida do feto no momento da
fecundação do óvulo materno.
- Muitos cientistas católicos provam o
início da vida no próprio momento da fecundação.
- A religião desses cientistas não pode decidir quando começa a vida.
- Estes cientistas defendem essa
posição não pelo motivo apenas de serem católicos, mas, principal-mente, por
serem cientistas.
- “O aborto não é questão de moral, mas de saúde pública”.
- Tudo o que envolve a pessoa humana, a
favor ou contra ela, é questão de moral. No caso da saúde pública, não é questão
de matar em nome da saúde, mas de providenciar as condições de saúde para mãe
dar à luz e ao bebê de nascer. O fato de muitas mães morrerem ao fazer aborto
clandestino, trata-se de grave indício de que não existe preocupação dos
governantes com a saúde pública.
- “A pesquisa do ‘Fantástico’ (15/04/07) apurou que 67% dos brasileiros
acreditam que a vida começa no momento da concepção”.
- Sim! O detalhe é que o assunto morreu
logo que anunciaram a preferência do povo contra o aborto. Quando se trata de
repudiar o aborto em defesa da vida, não há espaço para reflexão.
- “O feto só terá vida depois de desenvolver o cérebro”.
- E o desenvolvimento do cérebro,
quando começa?
- “O desenvolvimento do feto começa na concepção. Mas só aos 14 dias começa a se
formar o cérebro”.
– Se a concepção provoca o início do
desenvolvimento, está havendo vida. Só a vida provoca o desenvolvimento.
Ademais, desde o primeiro instante, o feto está programado para se desenvolver
como pessoa humana. Não pode resultar em outra coisa a não ser uma pessoa.
- “Na discussão sobre o início da vida, deveria prevalecer a opinião da
ciência”.
- Então, ficaria definida
cientificamente a legalidade do ato de matar?
- “A religião não é ciência. Logo, não se deveria meter em assunto próprio da
ciência”.
- A religião, de fato, não é ciência.
Mas a Teologia é a ciência que pesquisa as coisas humanas no projeto de Deus.
- Fala-se tanto em ciência para a questão do aborto. Que ciência?
- São três as ciências que devem
discernir a questão do aborto e da vida, porque têm competência para isso. A
Embriologia refere-se ao início da vida do feto. A Filosofia investiga o momento
em que o feto torna-se uma “pessoa”. A Teologia aborda a intervenção de Deus. O
consenso dessas três ciências é a resposta satisfatória.
- “Na questão do aborto, nem a ciência nem a religião sabem o momento do início
da vida do feto. É o direito que deve estabelecer o momento do início da vida do
feto”.
– E o direito vai basear-se em quê? O
início da vida vai virar lei? Lei da vida para matar legalmente?
- “Já que nem a religião nem a ciência sabem o momento do início da vida do
feto, deverá haver uma decisão democrática a respeito”.
- Quem vai decidir? A maioria? Quem lhe
daria competência para isso?
- “Se o aborto deixasse de ser crime pela Constituição, haveria muito menos
crimes”.
- Se matar não fosse crime pela
Constituição, haveria muito menos assassinatos? Nas estatísticas? Quem seria
punido, a vítima? Ou não haveria nem mais vítimas?
- “Se os pobres tivessem menos filhos, não haveria tanta pobreza”.
- Não é a pobreza que faz mais pobres
os pobres filhos dos pobres. A (ir)responsabilidade é da diabólica injustiça em
nosso país.
- “Se fosse permitido o aborto, haveria menos pobres pelas ruas, haveria menos
ódio e menos violência”.
– A pobreza não produz ódio nem
violência. O pai do ódio e a mãe da violência não é a pobreza, mas a injustiça.
- “Se o papa e os padres fossem casados, apoiariam o aborto”.
- Numa discussão séria não pode haver
argumentos ingênuos como este.
- “Milhões de mulheres morrem ou ficam com seqüelas depois de fazerem aborto de
forma clandestina ou sem condições seguras. Quantas são? Outras, porque têm
dinheiro, praticam aborto em clínicas caras. Falam em mais de 1 milhão de
abortos por ano. Por culpa da Igreja Católica. Se a Igreja ajudasse, tantos
abortos deixariam de ser criminosos.”
- Ingênuo engano. A culpa é do Governo
que não tem políticas de saúde pública para essas mães excluídas também de
qualquer assistência médica honesta. O Amparo Maternal – entidade da Igreja
Católica – cobre essa deficiência atendendo gratui-tamente a 25 nascimentos por
dia. Além disso, como se pode suportar a insistência de que bastaria deixar de
ser crime para o aborto ser legal?
Ademais, a existência de tudo isso que se argumenta não prova que a culpa dos
males apontados seja da oposição da Igreja ao aborto. Tudo isso prova, isso sim,
a inexistência de programas de saúde pública; e prova ainda o fracasso dos
programas que existem mas não são eficazes.
- “Até Portugal já adotou a lei favorável ao aborto. Por que não aqui também”?
- Portugal está influenciado pela
cultura secularista da Europa. Por que não podemos nós relembrar a Europa sobre
os valores que ela nos ensinou tempos atrás e hoje renega? Por que não pode o
Brasil aceitar a missão de ser porta-bandeira de valores que estão acima de
opiniões pessoais, que vão mais longe que as fronteiras de um país ou um
continente, que vão muito além do que os princípios de qualquer ideologia? Por
que recusar ao mundo essa fantástica colaboração de preservação e incremento de
valores reconhecidamente eficazes para a construção de um mundo novo porque
baseado em valores permanentes?
- Por que a mãe que abortou fica com remorso para o resto da vida? Se a Igreja
Católica colaborasse com a lei do aborto, não se evitaria o trauma das mães”?
- Tapeação. Porque as mães foram feitas
fisicamente e psicologicamente para dar e proteger a vida. Tudo o que for
diferente da vida, traumatiza. Porque dar a vida não traumatiza ninguém. Pelo
contrário, a vida realiza a mulher-mãe. Se não, por que a multidão de mulheres
que não podem ter filhos anseiam pela adoção de bebês?
- “Afinal, o que a Igreja propõe para enfrentar os problemas causados pelo
aborto clandestino e a gravidez indesejada?”
- Primeiro que tudo, a Igreja Católica
propõe a conscientização do valor da vida e do respeito à dignidade de cada
pessoa humana, porque filha de Deus.
Depois, que esse respeito pela dignidade da pessoa humana mereça atenção dos
governantes por investimento da educação de qualidade, nas famílias e nas
escolas; enfrentar o problema da desigualdade social e solucionar a situação dos
mais pobres principalmente as mulheres; estabelecer medidas educativas e
preventivas principalmente para a formação dos adolescentes.
- Como ficarão as crianças que morrerem sem o Batismo por causa do aborto”?
- Deus Pai vai abraçá-las com todo o amor que lhes foi negado pelos pais.
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